sexta-feira, agosto 15, 2008
Um mundo para chamar de seu
Pensando bem sei sim. Falta humanidade em mim. Ando muito carrancuda, vendo defeito em tudo e em todos. Mas também criei um amor imenso por certas pessoas e asco maior ainda por outras, algo de não conseguir olhar nos olhos. Isso porque elas são falsas. Falsas no sentido de agir de uma forma na internet, de outra pessoalmente, de outra com outra pessoa.
Qual o problema em ser igual com todos? Acho que isso traz raiva para aqueles outras que estão julgando e analisando todo mundo.
Não me excluo desse grande grupo que se acha e vive classificando os outros num sistema próprio. Isso me faz mal, mas é quase que incontrolável. O espaço é pequeno, a competição constante, mas percebendo quão amarga ficava, me acalmei e estou vivendo minha vida.
Agora o medo é excluir aqueles de que gosto e não partilhar com eles todos os momentos pelos quais passo.
Complicado, difícil, incompreensível às vezes!
Não é a toa que adoro cinema e livros. Assim me distraio, vou para outros lugares, esqueço do dinheiro que preciso para comprar coisas e pagar contas, esqueço do aperto do ônibus, esqueço do esforço diário que faço para me comunicar, para me manter de pé, para respirar...
Exaustão é a palavra-chave agora!
Talvez amanhã ou depois ela mude, mas agora é assim que é e não dá para mudar já.
Vou andar pela Paulista para me distrair, ver gente correndo, assim não dá tempo de julgar muito e nem me sinto tão sozinha.
por MIM
segunda-feira, julho 21, 2008
Ai...
Sufocada
Sozinha
Deprimida
Inútil
Será tudo isso está bom para uma pessoa só?
A quem estou enganando com sorrisos?
Por que esse buraco no peito?
Esse peso na cabeça?
Esas lágrimas nos olhos?
Por que escrever essas coisas num blog que ninguém lê?
Talvez por saber que ninguém lê e que ninguém pode fazer algo para que essa situação mude.
Talvez por saber que nada mudará e apenas mais algumas poucas palavras estarão jogadas na rede em meio a um infinito de outras.
Talvez por saber que só palavras minhas me (des)confortam um pouco.
É o que sei fazer: escrever. Não interessa o quê.
Tudo são apenas palavras desconexas, umas em frente das outras.
sexta-feira, junho 27, 2008
E???
terça-feira, maio 13, 2008
Our Lady Peace

"The wonderful future"
She builds her own satellite
From an old rusted chair
She leaves this old world behind
And the things that she cares
Maybe she's gone
But it won't be for long
What do I know?
Maybe she's found
What we all dream about
What do I know?
She's beautiful and wonderful
I can't compare I
t's not that fair
She builds a strong alibi
From the future that's here
She needs to know I'm alive
And that I'm flesh and I tear
Maybe she's wrong
But I won't mind my own
What do I know?
And their silicone
With a touch of her soul
What do I know?
She's beautiful and wonderful
I can't compare
It's not that fair
www.myspace.com/ourladypeace
domingo, maio 04, 2008
Invasão bárbara
Após concluir "Ensaio sobre a Cegueira", que abrirá o Festival de Cannes em disputa pela Palma de Ouro, Fernando Meirelles afirma à Folha que "a barbárie está instalada" na sociedade e que vê "gente meio cega" ao seu redor
SILVANA ARANTES
DA REPORTAGEM LOCAL
Quando o cineasta Fernando Meirelles decidiu filmar uma versão cinematográfica do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, em setembro de 2006, imaginou o ator norte-americano Sean Penn no papel do oftalmologista. O personagem do médico é o que tenta conservar valores humanistas, num ambiente onde progride a barbárie, à medida em que uma epidemia de cegueira atinge toda a população, exceto a mulher do médico. Penn leu o roteiro, conversou com o diretor e quis ler também a obra original. No fim, negou o papel. "[Ele] Disse que não saberia por onde começar seu trabalho. Além de não terem nomes, os personagens do filme não têm passado nem história. Para atores que usam isso como método de construção de personagem, fica meio esquisito criar uma pessoa sem saber a sua história. Entendi seu ponto de vista", diz Meirelles. Quase dois anos depois desse diálogo, o Festival de Cannes reaproximará Penn de "Ensaio sobre a Cegueira". O filme de Meirelles, recém-concluído, com Mark Ruffalo no papel do médico, abrirá a 61ª edição do festival, no próximo dia 14 de maio, competindo pela Palma de Ouro. Penn é o presidente do júri que decidirá o vencedor, entre os 22 concorrentes. O longa brasileiro "Linha de Passe", de Walter Salles e Daniela Thomas, também está na disputa. Para interpretar a "mulher do médico", Meirelles quis a norte-americana Julianne Moore. Ela disse sim. Na entrevista a seguir, o diretor comenta o trabalho da atriz e diz julgar atual a trama do filme. "Diariamente, os limites do que chamamos civilização são rompidos, mas parece que não enxergamos isso. A barbárie está instalada e não vemos."
FOLHA - A protagonista de seu filme é a cegueira ou a mulher do médico, única imune à doença?
FERNANDO MEIRELLES - A cegueira é a protagonista, mas não a cegueira física, e sim a cegueira psicológica, ideológica. Há uma frase do livro que diz: "Não acho que ficamos cegos, acho que somos cegos. Cegos que podem ver, mas não vêem". Diariamente, os limites do que chamamos civilização são rompidos, mas parece que não enxergamos isso. A barbárie está instalada e não vemos. Talvez por estar fazendo este filme, cada vez mais vejo gente meio cega ao meu redor, do padre Adelir [de Carli], que se lançou no ar preso a mil balões por não conseguir enxergar as reais condições que tinha ao redor, às multidões de pessoas com fortes convicções ideológicas que se orgulham de nunca mudarem sua visão do mundo. Esta autocegueira parece ser mais a regra do que a exceção. Há uma boa frase sobre isso no filme, já não sei se está no livro: "Liberdade para os cegos não é um espaço aberto, é um espaço onde os dedos possam tocar as paredes, é confinamento, que significa proteção".
FOLHA - Você comentou no blog do filme que espectadores de sessões-teste rechaçaram com enfática indignação as cenas de estupro, numa reação que você atribuiu, em princípio, ao conservadorismo do público norte-americano. Como avalia a representação da violência e do sexo por Hollywood?
MEIRELLES - Quando vi muitas mulheres saindo no meio da primeira projeção do filme em Toronto [Canadá], durante uma seqüência meio dura, como um reflexo de autodefesa, coloquei a culpa nas mulheres ou na cultura moralista norte-americana. Após alguns minutos, recobrei certo equilíbrio e percebi que o problema não eram elas, mas o filme mesmo. Tínhamos ido mais longe do que precisávamos para expor a idéia. Remontamos o filme, aliviando a tensão da tal seqüência. De qualquer maneira, parece-me que os norte-americanos são mais sensíveis em relação a sexo, mas, ao mesmo tempo, extremamente liberais e arrojados no que se refere à exposição de violência.
FOLHA - Acha legítimo um filme ter o objetivo de chocar o espectador?
MEIRELLES - Meu filho falava "cocô" quando tinha dois anos e vibrava com sua ousadia. O gosto por uma atitude assim, cheia de som e fúria, me parece infantil ou, na melhor das hipóteses, adolescente. Aliás, a coisa mais fácil do mundo é chocar. Abra a internet e procure os verbetes "bestialismo", "incesto", "canibalismo", "escatologia", "pedofilia". A pesquisa está pronta, não há mérito nenhum em bancar o perverso. Acho isso meio xarope.
FOLHA - Ao fazer um filme, até que ponto abre mão de suas escolhas para não afastar o espectador?
MEIRELLES - Minha escolha costuma fazer com que o espectador embarque na história que estou contando. Tenho alguma noção de quem é o espectador com quem quero dialogar. Na televisão, tento incluir mais gente, claro. Em "Cidade de Deus" [2002], tentei fazer um filme acessível também. Acho que neste "Ensaio sobre a Cegueira" a viagem é mais acidentada e sei que muita gente não vai se interessar em embarcar. Mesmo assim, faço o possível para incluir e manter a bordo quem vier. Alguns colegas dizem que tentam apenas agradar a si mesmos quando filmam. Quisera eu me conhecer tão bem assim para saber como agradar a mim mesmo.
FOLHA - Após fazer um filme sobre uma população vítima de uma epidemia que reflete sua própria decadência moral, como se sente diante das reações -da polícia, da imprensa, da população- ao caso Isabella?
MEIRELLES - Impressionou-me a eficiência técnica da polícia, mas toda a exposição e espetacularização do caso pela mídia e o interesse mórbido da audiência me deixa um pouco aflito. Até onde irá este fascínio por "reality shows"? Sou daqueles dinossauros que preferem ketchup a sangue de verdade para me fazer refletir e me colocar em contato com meu lado sombrio. Quando sabemos que o sangue tem plaquetas, linfócitos etc., fica mais difícil manter distanciamento, o que provoca certa imantação mórbida, como acontece com pornografia.
FOLHA - Com seu novo filme, pretende debater que aspecto concreto da vida social ou política?
MEIRELLES - Saramago é bastante irônico toda vez que se refere aos políticos e ao Estado. Os políticos, como mestres do ilusionismo, focam seus esforços em criar aparências antes das soluções. Num mundo onde as imagens desapareceram, as aparências perdem a relevância. Revela-se o que está por baixo.Dentro dessa idéia de sermos reduzidos a instintos básicos, uma possível sinopse para o filme seria: "Uma história sobre a perda e o reencontro da humanidade em cada um de nós".
sexta-feira, maio 02, 2008
Fim!
Sweeney Todd – Epiphany
Exausta! Assim estou!
A cabeça não funciona, o corpo não responde àquilo que a cabeça não manda. Sigo por inércia... Ônibus, faculdade, trabalho, metrô, ônibus, casa, ônibus...
Quero ler livros, sites, textos, revistas... A cabeça não responde, não se concentra.
Quero ver vídeos, curtas, séries, ir ao cinema... Os olhos não enxergam, estão embaçados e mortos de sono.
Quero ir a exposições, teatro, palestras... As pernas doem, só doem e conhecem um único caminho: cama.
E essa exaustão parece chegar ao coração. A falta de ar sempre aparece, o coração dispara, mas não oxigena nada. Falta ar? Falta vontade?
Não, não penso em morrer, pelo contrário, quero viver o máximo que puder lúcida, ativa, bem. Porém é uma luta constante se manter vivo numa sociedade na qual todos querem morrer, todos só pensam em morte, na sua e na dos outros.
Tragédias e mais tragédias... A mídia adora cobri-las e o povo adora vê-las. Audiência nas alturas e crianças sendo mortas, morrendo de fome, morrendo de dengue, simplesmente morrendo.
Impossível ver tudo isso passando e não fazer nada ou ao menos se sentir mal, incomodado, escrever algo sobre, tentar tirar algo que não é seu de dentro de você.
É a rotina que começa a pesar, que não te deixa fazer o que gosta porque quer que você siga as regras impostas há anos. Não tem essa de “estou à frente de meu tempo”. Amigo, você só é assim porque vive aqui, agora, nesse momento sem desculpas. Não queira ser aquilo que não dá para ser. Situe-se! É melhor.
O cansaço faz a cabeça te mandar abrir uma página do Word, colocar um monte de palavras de forma “ordenada” e escrever aquilo que te faz perder algumas horas de sono, que te faz perder a alegria de se fazer aquilo que se gosta sem dar satisfações. O trabalho vazio cansa e muito. Procurar o que fazer quando se deveria recebe-las a cada momento, cansa.
A vida e a morte cansam, mas nem por isso “I deserve to die”.
Ver uma vida nova, sorridente e em paz te faz querer ver mais dessas, te faz querer ser uma dessas. Pelo menos eu espero e me esforço para ser uma vida- inspiração a alguém, assim como algumas são para mim.
Reconheço a dificuldade de se manter vivo, porém tenho certeza de que a dificuldade de se manter morto enquanto infinitas coisas se passam a sua volta é bem maior.
Respirar, se olhar no espelho, abrir uma janela, um guarda-chuva, beber água gelada, acariciar um cachorro, abraçar um urso de pelúcia, ser beijado, subir escada, tropeçar. Sinto-me aqui!
Humano?
O desejo de ter alguém, mas o orgulho de não se entregar, de não deixar claro o que se passa no coração, são atitudes extremamente humanas, porém o resultado dessas não.
Qual a graça que há em ser apaixonado por alguém, perceber que esse alguém gosta de você, não se entregar e depois de algum tempo ver esse alguém com outro, não suportar esse fato, fazer um escândalo tremendo, deixar seu amor triste por não poder te ter e por não querer ter outro alguém para não magoar seus sentimentos? Egoísmo puro!
Vontade de se sentir amado e querido por mais de um alguém? Não se sabe.
Prazer em ver alguém sofrer por você? Pode ser.
Mas isso é triste demais para quem quer viver. Dolorido demais para quem quer fazer o que gosta com quem gosta. A morte para quem não compreende tanto sofrimento e tanta repressão de si mesmo.
terça-feira, abril 22, 2008
Operação Tartaruga Cultural
Disponível no site: http://colunas.g1.com.br/instanteposterior/

Mas como fazer confissões de tamanha gravidade sem se sentir culpado? Como me perdoar por fechar os olhos para o que aí está? Seria no mínimo leviano alegar em minha defesa falta de tempo ou de oportunidade que justificasse tamanha indiferença ao presente, afinal esta “fase” em que me encontro é fruto de uma convicção ou, se preferirem, de uma saturação.
Em outras palavras, iniciei uma espécie de “operação tartaruga cultural”, algo de efeito prático semelhante àquelas temíveis paralisações da Receita Federal que, de tempos em tempos, entopem os portos de containeres, os aeroportos de passageiros enlouquecidos e quase fecham completamente as fronteiras do país. Agora para que alguma novidade do gênero cultural receba minha atenção, tem que esperar na fila. E não adianta mandar chamar o gerente nem deixar reclamação desaforada por escrito, estou exercendo meudireito de greve.
Cansei de ser informado, antenado, ligado nas tendências, trend, hype ou qualquer coisa assim, isso dá trabalho demais! Estou farto de ser bombardeado com o resumo do melhor da última semana, do último minuto, com as apostas de “não sei lá quem” do que vai bombar amanhã.
Não quero conhecer primeiro o projeto solo do primo do amigo do baixista da banda norueguesa que vai ser o assunto preferido dos moderninhos no ano que vem. Me inclua fora dessa! Meu HD está cheio, sobrecarregado de tanta novidade, meu sistema operacional está lento e estou desfragmentando, fechando para balanço.
Sendo sincero, só assisti a “Tropa de elite” faz uns dois meses e, “Cheiro do ralo”, nesta semana. Por que não posso escolher “quando”? Por que tem que ser sempre “agora? A agilidade na informação tornou-se uma síndrome, uma ambição vazia, uma busca sem propósitos que resulta em conhecimento raso, e por isso inútil. Tenho saudade dos especialistas, dos detalhistas, hoje todo mundo sabe um pouco de tudo, e isso é mau.
Experimente se permitir não saber, ou descobrir ao seu tempo. Pode parecer que esse post é um manifesto em defesa a alienação ou que cause a impressão de que não há nada mais a ser descoberto. Pelo contrário, isso é uma tentativa de assegurar que “o novo” receba a atenção devida, para que daqui a duas décadas não tenhamos a sensação de que essa época não deixou suas marcas.
Estou certo de que os louros de uma geração muito se devem também ao tempo apropriado de maturação e fixação de seus conceitos. Proponho uma pausa, olhar um pouco para os lados ao invés de só seguir adiante. Afinal, como disse Belchior numa velha canção “…o novo sempre vem…”.
sábado, fevereiro 09, 2008
Só...
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Paradoxo vital
terça-feira, outubro 30, 2007
Faz tempo...
Eu não vou ouvir.
São só lamentos,
Sentimentos diversos.
Estou longe, distante,
Viajando dentro de mim,
Dentro de minhas questões,
Entre poucas certezas
Que passam a ser dúvidas.
Quando preciso, você se afasta
Ou eu fico repulsiva?
Crio um muro
Para me proteger
E você não entende por quê.
Acredita que tenho que parar com isso,
Mas essa é minha defesa.
Acha que estou fria?
É mais uma arma
Para me afastar da realidade
Que bate sem dó todos os dias.
A distância aumenta
E quando parece diminuir
Empurram-me.
Sou difícil? Brava?
Não, normal e cheia de defeitos.
Eu me adapto aos seus,
Por que você não pode fazer o mesmo
E apenas me abraçar
Dizendo que está tudo bem,
QUe isso vai passar?
Não cobre o que sabe que não farei.
Nem parece que me conhece!
Só diga que me ama
Que o restante se ajeita.
Você sabe que isso passa!
*Paula Cabral Gomes*
quarta-feira, setembro 12, 2007
Quadrilha
que amava Raimundo
que amava Maria
que amava Joaquim
que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos,
Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se
e Lili casou com J.Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade
Inevitável postar esse poema!
segunda-feira, agosto 27, 2007
Sinal Vermelho
Olha só que maravilha!
Ganho até do Tim Bourton!
sexta-feira, agosto 24, 2007
Último Romance
Vê se tem música mais linda...
Último Romance
Los Hermanos
Eu encontrei quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr’eu merecer
antes, um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais,
que é tão diferente assim do nosso amor
A gente é que sabe, pequena
Ah, vai
Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia,
eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei e quis duvidar
Tanto clichêe deve não ser
Voceême falou pr’eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver, eu penso em trocar a minha TV
num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for
Que pra nós dois sair de casa já é se aventurar
Ah, vai
Me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar,
eu sigo essa hora e pego carona
pra te acompanhar...
quinta-feira, agosto 09, 2007
Buzina pessoal
Mais um dia pegando ônibus para ir para onde eu quiser, menos a onde os ônibus não vão. E como sempre o trânsito quase insuportável, se não as pessoas sairiam dos carros e seguiriam seu caminho andando.- Opa, lá vem o meu, mas está lááááááááá embaixo. Tudo bem, o farol (coisa de paulistano, chamar semáforo de farol) está vermelho mesmo... (Detalhe: o farol demora normalmente um minuto para abrir, mas a partir das seis da noite leva umas cinco horas.)
De repente ouço uma buzina, olho para frente e um homem bonito, bem arrumado, loiro de olhos verdes (até parece que de noite dá para perceber tantos detalhes), dentro de um AUDI roí de forma impaciente as unhas. Penso:
- Ah, foi sem querer, ele não viu que o farol estava vermelho!
Béééééééééé...
- P-U-T-A-Q-U-E-O-P-A-R-I-U... – Várias pessoas no ponto disseram.
Achei que era por causa da demora do farol, mas não, era nosso querido dono do AUDI (provavelmente ouvindo a música que gosta, na temperatura que quer, indo para casa no sossego de seu carro).
Ah, como eu queria que alguém tomasse a iniciativa de linchar aquele carro, não porque eu não tenho um, mas porque aquele príncipe na verdade era um sapo gordo e muito, mas muito feio (nada contra esse tipo de sapo, mas para a sociedade em que vivo isso é um insulto e tanto) e merecia uma lição de realidade. Como pode um ser humano paulistano ainda se incomodar com o trânsito que não transita, com as horas que passam e os quilômetros não.
Eu pego ônibus há anos, já tenho carta de motorista, mas falta uma parte importante: o carro, então, nunca buzinei, só ouvi buzina.
Será que eu seria mais feliz se pudesse buzinar todos os dias? Será que não sou uma pessoa completa por não poder buzinar? Será que serei frustrada para sempre enquanto não buzinar?
Já sei, vou entrar em meu Mercedes Bens (eu e mais umas 100 pessoas) e com minha bela buzina nova, comprada na 25 de março, buzinar a cada carro “lento” na frente. Será que as coisas vão melhorar?
Seria mais fácil eu ficar feliz surda do que com uma buzina (e sem um AUDI).
quarta-feira, julho 25, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
Snow Patrol - Open your eyes
And I won't waste a minute without you
My bones ache, my skin feels cold
And I'm getting so tired and so old
The anger swells in my guts
And I won't feel these slices and cuts
I want so much to open your eyes
'Cause I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes [x4]
Get up, get out, get away from these liars
'Cause they don't get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time
Every minute from this minute now
We can do what we like anywhere
I want so much to open your eyes
'Cause I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes [x8]
All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you
sexta-feira, maio 04, 2007
Três fases...
quinta-feira, abril 05, 2007
Zine Qua Non especial...

Aproveite, é grátis...
Peça o seu através do e-mail zinequanon@hotmail.com (coloque ZQN #7 no assunto para eu responder mais rápido).
sexta-feira, março 30, 2007
SILVERCHAIR - YOUNG MODERN

Para quem não aguenta esperar e quer saber novidades dos caras, veja esse video no YouTube, santo milagreiro moderno...
http://www.youtube.com/watch?v=9IkCM9Gq8b4
E para se manter antenado, acesse o site oficial dos caras:
www.chairpage.com
Abraços e beijos alegres e empolgados
* Paula *